domingo, 20 de setembro de 2009

pomapomarola | Invasão Sueca - 19set


Uma festa diferente. Estranha e com gente esquisita. O ambiente tava bem diferente do costume lá na Órbita para receber a fase cearense da turnê Invasão Sueca. No lugar das habituais sinucas em frente ao bar, havia um bazar. Camisetas, acessórios e tudo quanto é badulaque à venda por lá. Ao invés do povinho baladeiro, um povo estranho, com um visual cuidadosamente, calculadamente casual.
Mas o bom mesmo eram as bandas. Britta Persson e sua banda com uma formação cada vez mais comum hoje em dia (um duo de guitarra e bateria/efeitos) abriram a noite. Não conhecia as músicas suficientemente bem pra saber de quais discos eram, mas os dois conseguiram manter o público satisfeito com o que se ouvia. Um pouco parado, pelo tipo de música mais tranquila, mas bom. Em algum momento me afastei pra ir ao bar e fiquei apenas vendo de longe até o fim do show. Parêntese: a primeira música depois da última do show saiu do ótimo disco Uhuuu! do Cidadão Instigado. Ponto pro DJ. Fecha parêntese.
Pouco tempo de intervalo e sobem ao palco as cinco suecas. Estranhas e com cara de loucas, as meninas mandaram um set recheado de boas músicas tiradas do In Our Space Hero Suits, disco de estreia das moças, de 2008. A surpresa ficou por conta da versão menos afetada de "Toxic", que caiu bem na voz mais grave e suave da sempre assanhada Linnea Jönsson. A fofinha Cissi Efraimsson sentava a mão sem pena na bateria, enquanto o restante da banda (Lisa Pyk-teclados; Rebecka Rolfart-guitarra; Mimmi Evrell-baixo) mantinham a festa agitada.
Bom show, diferente do que eu já vi em Fortaleza. Poderia rolar esse tipo de coisa mais vezes. A seguir tem o link pro disco do Those Dancig Days. Recomendado.

link: Those Dancing Days - In Our Space Hero Suits

Fotos: Patrícia Furtado, a gêmea

sábado, 29 de agosto de 2009

pomapomarola | "Romeo" de Juliette


Ela lambeu o dedo de Robert De Niro. Estrelou diversos filmes em Hollywood. Namorou Brad Pitt. Montou uma banda de rock. E, agora, acabou uma banda de rock. Juliette Lewis parece não querer parar quieta. Depois do sucesso feito com Juliette and the Licks, que em 2007 tocou na edição do VMB e no Tim Festival, a moça pos fim à banda The Licks. E começou a nova banda The New Romantics.
Depois do "Four on the floor" com os Licks, chega "Terra Incognito" com os New Romantics. O Album está pra ser lançado em setembro, mas ja caiu na net a algum tempo. Dessa vez a banda ataca num rock menos garageiro, chegando a soar meio soturno em algumas canções. O album abre com a curta faixa "Intro" caindo na pesada e ótima "Noche sin fin". O clima rock'n'roll básicão volta à tona na faixa título e em "Hard Lovin' Woman" Juliette mostra sua vertente blues de modo bastante competente. "Ghosts" esuas guitarras com slide jogam um pouco mais de escuridão enquanto que "Uh Huh" é uma canções pop com toda cara de rádio. O album fecha com a faixa "Suicide Dive Bombers", que começa somento com voz e violão, com a banda entrando mais a frente pra fechar bem o disco.
Diferente das outras coisas que a moça já havia feito, Juliette com seu "Terra Incognito" vem mostrando que ela vai bem como rockstar. Diria eu, melhor até do que como atriz de Hollywood.

Tracklist:
01 - Intro
02 - Noche Sin Fin
03 - Terra Incognita
04 - hard Lovin' Woman
05 - Fantasy Bar
06 - Romeo
07 - Ghosts
08 - All Is For Good
09 - Female Persecution
10 - Uh Huh
11 - Junkyard Heart
12 - Suicide Dive Bombers

Juliette Lewis - Terra Incognita [2009] link

domingo, 23 de agosto de 2009

pomapomarola | Invadidos! Finalmente..


Quando algumas coisas interessantes rolavam Brasil afora eu ficava pensando "bem que podia rolar isso em Fortaleza". Até que finalmente algo surgiu. A turnê Invasão Sueca que já passou em outros anos por São Paulo, Rio, Porto Alegre, Recife e outras cidades vai fazer escala em Fortaleza.
O projeto é realizado pelo Coquetel Molotov em parceria com Swedish Institute e promove turnês de artistas suecos em terras brasilis. Já passaram pelo Brasil graças a esse esquema Shout Out Loud,
Jens Lekman, Peter Bjorn and John e mais uma monte de gente. Os shows em Fortaleza acontecerão nos dias 18 e 19 de setembro na Órbita (a coisa tá ficando boa por lá). Além das atrações suecas Loney, Dear (é um cara só), Those Dancing Days (váaarias garotas suecas) e Britta Persson ainda teremos os franceses Zombie Zombie e François Virot.
Boa iniciativa do pessoal do Coquetel Molotov em expandir o esquema do festival até aqui em Fortaleza. Boa invasão pra todos!

Na Órbita:

18set:
Zombie Zombie
(FRA)
François Virot (FRA)

Loney, Dear (SWE)

e no dia 19set:

Britta Person(SWE)

Those Dancing Days(SWE)

sábado, 30 de maio de 2009

pomapomarola | Achado Samba-rock














Dizzy Gillespie (expoente da vertente Jazz chamada bebop, caracterizado por seus instrumentistas virtuosos) desembarcou no Brasil no anos 70. Motivo: gravar um disco com músicos brasileiros. Dizzy era extremamente aberto a novas idéias de música e sempre que visitava um país procurava conhecer as influências étnicas presentes na música desse lugar. Depos de algumas vindas ao Brasil, ele resolveu tornar isso concreto e veio para fazê-lo. Com o auge do samba-rock em 74, o grupo brasileiro que participou da gravação foi o Trio Mocotó. Foram gravadas 8 horas de composições de DIzzy e jam sessions dos músicos envolvidos.A gravação acabou, Dizzy foi embora e levou as masters da gravação para lançar em 75 pela gravadora do cara. Apesar de continuar se envolvendo com música brasileira, inclusive bossa nova, o disco nunca foi lançado e a tal master foi esquecida. Até que recentemente um produtor na gringa encontrou a master e pretende lançar o material. Segundo relatos, a fusão do bebop com samba-rock encontrada nessa gravação é sensacional e inusitado. Resta esperar pra conferir o resultado da mistura dos gênios envolvidos no disco.

domingo, 10 de maio de 2009

pomapomarola | Quando fazer igual é melhor do que inovar

Já imaginou se ao invés de servirem de influência, os filmes de Stanley Kubrick, Orson Welles, Alfred Hitchcock, Glauber Rocha, Federico Fellini e Woody Allen fossem apenas uma fonte a ser sugada na totalidade? Ao invés de mesclas dos grandes diretores com com a originalidade dos novos, haveria cartazes e mais cartazes de remakes nos cinemas espalhados pelo mundo. Nesse exato instante, existiriam várias pessoas refilmando, exatamente nos mesmos moldes, 2001 ou Cidadão Kane. Seria legal, né?
Suponho que qualquer um que tenha lido isso tenha respondido "não". Tá bom que um remake de um filmaço é melhor que muita porcaria por aí. Mas desse modo não haveria o risco de acertar, seria apenas todo mundo tentando o alvo que alguém já foi lá e fez o que tinha que fazer. Mas estamos isentos desse mundo de cópias ambulantes rodando por aí, pelo menos no cinema. Já na música...
Eu não sei como é nas outras cidades, mas em Fortaleza o que tem de gente ganhando a vida com o sucesso alheio não tá no gibi (só pra usar uma giria antiga hehe). E o pior, o povo dá mais valor a quem copia do que a quem cria. Faz uns bons 20 dias, teve show dos Móveis Coloniais de Acaju por aqui (vendeu "muito bem" segundo a mulher da loja que tava vendendo os ingressos e que estava espantada com a popularidade da banda) e eu estive presente. O bar onde o show aconteceu é um dos principais locais pra ver shows cover. O local tava realmente cheio, com muitos fãs e os perdidos que procuravam a balada cover do fim de semana e cairam lá ao acaso.
Já na última sexta eu voltei ao tal bar, dessa vez pra ver um cover. Tenho por filosofia ignorar bandas cover, a não ser das bandas que é meio impossível de ver de verdade ao vivo e covers de bandas óbvias, tipo Beatles ou Legião. A banda fazia cover de Arctic Monkeys. Cover bom. Instrumental e voz muito parecidas com o original. Mas eram apenas cópias. No entanto, o show lotado dos Móveis parecia um lugar com pouca gente perto do que tinha de gente gritando alucinadamente no show de sexta passada. Como alguém se empolga de tirar fotos e gravar vídeos de uma reca de desconhecidos apenas por estarem cantando músicas que você conhece? Estranho, muito estranho. Pra não dizer bizarro mesmo. Pior do que isso, só o vocalista agradecendo com "thank you" a cada fim de música -acho que era parte do personagem.
E não percam próxima sexta Mettalica e, nos cinemas, "Splash-uma sereia em minha vida" versão tupiniquim com Dan Stulbach no papel principal e Carla Perez no papel da mulher com rabo.