segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Feira da Música 2010 Fortaleza

Acabou a Feira da Música. De quarta a domingo as atrações da Feira me deixaram ocupado e muito satisfeito. Vi menos coisa do que planejava, mas mesmo assim posso dizer que a Feira da Música de 2010 foi sensacional!
Resta esperar a de 2011. =)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Phoenix “Wolfgang Amadeus Phoenix” (2009)

O Phoenix é uma banda francesa com nome de cidade americana, mas com uma cara meio europeia mesmo. A banda de Versailles tem 4 discos lançados, sendo o primeiro deles em 2000. Confesso que sou meio fdp e só ouvi o do ano passado, “Wolfgang Amadeus Phoenix”. Pelo que eu soube, nesse album foram incorporados influências de synthpop demonstradas via sintetizadores.
O disco tem bons singles, como “1901″, “Lasso”, mas pra mim a boa mesmo é “Lisztomania”, puta música boa que gruda que é uma beleza. Apesar de curtinho (pouco mais de 37 minutos) ainda há espaço pra uma viagem de mais de 7 minutos: “Love Like a Sunset” dura tanto em relação às outras que precisou ser divididade em duas.

O disco é muito bom e abriu caminho pra ouvir as outras coisas da banda. Quem sabe eles não dão as caras nesse blog novamente em breve ;)
Link: Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix aqui e aqui
Tracklist:
1. “Lisztomania”
2. “1901″
3. “Fences”
4. “Love Like a Sunset Part I”
5. “Love Like a Sunset Part II”
6. “Lasso”
7. “Rome”
8. “Countdown (Sick for the Big Sun)”
9. “Girlfriend”
10. “Armistice”

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dial M For Murder "Fiction Of Her Dreams" (2009)

Com todas essas redes sociais eu adquiri alguns hábitos. Um é o de ler sobre música em algumas comunidades, outro é de baixar discos que alguém possa ter apontado alguma possibilidade de aquele disco poderia bom. Nessa de baixar coisas sem saber muito a respeito, acabo me deparando com arquivos .rar de bandas que eu não faço ideia de onde surgiram e do motivo por eu ter baixado. Geralmente descubro um monte de porcaria que nunca mais vou ouvir (mas em compensação não apago, pra desespero do meu hd), mas às vezes algo dá certo. Acho que posso dizer que com Dial M for Murder eu acertei. Era mais uma banda que eu não sabia nada a respeito, então dei gúgou no nome da banda e apareceram milhares de resultados. Obviamente, a grande maioria para o filme de mesmo nome de Alfred Hitchcock. Continuei sabendo muito pouco sobre a banda, pois as poucas referências que achei não eram das mais completas. Em todo caso: formada em 2007, consiste em um duo pós punk sueco formado por David Alexander Ortenlöf and Anders Lantto. Lançaram um single em 2008 ("Oh No!") e em 2009 o disco Fiction Of Her Dreams. Apesar das comparações com Interpol (que eu particularmente acho meio chato), o disco me soou bom após duas audições, mas não é lá essas coca-cola toda também. A melodia do vocal é meio monótona, numa linha só o tempo todo, quase falada e não cantada. O disco é curtinho (pouco menos de 30 minutos) e tem seus bons momentos. Não recomendado para dias de sol!
* * * * *

 Link: Dial M For Murder - Fiction Of Her Dreams (2009)
 Tracklist:
01 - You Can't Have Me
02 - Oh No!
03 - There's Nothing Left To See
04 - NYC (Now You Care)
05 - Hell No
06 - Do You Think So I Dont
07 - You Said
08 - Fiction Of Her Dreams
09 - The Mourning Comes The Morning After
10 - Hello

sexta-feira, 30 de abril de 2010

pomapomarola | Sexta de discos / Wado "Atlântico Negro" 2009

Desenterrando a tal da "Sexta de discos" com um excelente disco que eu conheci no fim do ano passado. Wado é um catarinense adotado por Maceió e vem se tornando artista gabaritado no meio musical após o lançamento de seus cinco discos (incluindo esse). O título do disco se refere ao conceito do sociólogo Paul Gilroy, que.diz respeito às estruturas transnacionais que deram origem a um sistema de comunicações globais marcado por trocas culturais, num complexo entrelaçamento, deixando de lado a procura da "raiz original". O conceito do sociólogo foi transferido ao trabalho de Wado através de ritmos e assuntos referentes à música criada no trânsito entre África e América, o afoxé, o funk, samba e o reggeaton.
Músicas com cara quase de axé, outras com melodia suave contrastam nesse excelente trabalho. Bem que os micareteiros poderiam ouvir isso e repensar o que ouvir daqui pra frente =)

Link: Wado - Atlântico Negro (2009)
1. Estrada (3:59)
2. Atlântico Negro (0:22)
3. Jejum / Cavaleiro de Aruanda (2:38)
4. Martelo de Ogum (3:25)
5. Cordão de Isolamento (2:58)
6. Hercílio Luz (2:59)
7. Pavão Macaco (3:30)
8. Frágil (4:01)
9. Feto / Sotaque (3:24)
10. Boa tarde, povo (3:03)
11. Rap Guerra no Iraque (2:29)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

pomapomarola | Eu só quero ouvir: Fagner - "Cavalo Ferro" (1972) Compacto Duplo



Com o lançamento do "Disco de Bolso" a imprensa começou a divulgar mais intensamente o nome de Raimundo Fagner "o cearense que já havia sido gravado por Elis Regina". O cordão umbilical incomodava, mas naquele momento era necessário. Pouco tempo depois, Raimundo Fagner foi contratado pela gravadora Philips/Phonogram, uma das grandes companhias da indústria fonográfica.
Enquanto preparava o repertório para o seu disco de estréia na Philips, decidiu participar do Festival Internacional da Canção que aconteceria em setembro de 1972. A gravadora deu total apoio, inclusive com o Departamento de Imprensa à sua inteira disposição, distribuindo para os jornais do eixo Rio-São Paulo um press-release anunciando para breve o lançamento do primeiro compacto duplo e sua participação no FIC, tudo isso em menos de um ano no Rio de Janeiro:
"Antes que o chamado 'grande público' tomasse conhecimento da existência de Fagner... Elis Regina, Ronaldo Bôscoli, Ivan Lins, Roberto Menescal, Quarteto em Cy, ‘estavam amarrados no menino'. E com o talento que levou-o a conquistar cinco prêmios em festivais universitários, em Brasília, prêmios de arranjos e interpretação, inclusive, bastava só o impulso, um empurrãozinho para ele chegar 'lá em cima' . E sentindo 'que as coisas estavam prometendo no Rio', aqui ele aportou há quase um ano, esperando dar seqüência à carreira vitoriosa iniciada em 1968, no IV Festival Cearense de Música Popular. A Philips também acreditou no compositor-cantor Fagner, tanto que deverá sair no final de 72 o seu primeiro compacto duplo. E entre as músicas nele incluídas, 'Cavalo Ferro', 'Fim do Mundo' e 'Amém, Amém', está 'Quatro Graus', música que Fagner defenderá no palco do Maracanãzinho".
O VII FIC começou a acontecer em setembro de 1972, com a perspectiva de resgatar um pouco da credibilidade perdida nos festivais anteriores. Primeiro, a Globo contatou Solano Ribeiro, produtor tarimbado dos Festivais da Record e depois formou um corpo de jurados, composto de jornalistas e músicos experientes, entre estes, Sérgio Cabral, Júlio Medaglia, César Camargo Mariano e Roberto Freire. Mas o sucesso tão esperado, não aconteceu. O VII FIC foi vencido por Maria Alcina cantando "Fio Maravilha", de Jorge Ben. Em segundo lugar ficou "Diálogo", de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, cantada por Tobias e Cláudia Regina.
Embora descontente, Raimundo Fagner não se importou com a desclassificação de "Quatro Graus" no FIC. Ele mesmo havia dito em entrevistas que não queria ganhar e sim que as pessoas ouvissem e cantassem o seu trabalho. Sua meta naquele momento era o lançamento do seu primeiro compacto duplo.
A gravadora Philips embora não estivesse satisfeita com o resultado do FIC, lançou logo após a final do festival o compacto duplo de Raimundo Fagner com as músicas "Fim do Mundo"(Fagner e Fausto Nilo), "Cavalo Ferro" (Fagner e Ricardo Bezerra), "Quatro Graus" (Fagner e Dedé) e "Amém, Amém" (Fagner), afinal, com contrato assinado, era preciso prepará-lo para o primeiro elepê.
O compacto duplo (Philips, 1972, No. 6245.017) contou com o acompanhamento entre outros, de Ivan Lins e de Luís Cláudio. Das músicas do disco, "Cavalo Ferro" e "Quatro Graus" são as mais antigas. Foram compostas em 1970 em Fortaleza, com Raimundo Fagner já morando em Brasília. "Cavalo Ferro" saiu com uma menção honrosa do Festival de Brasília em 71 e, "Quatro Graus" foi desclassificada no VII FIC. Além de figurar no primeiro compacto duplo de Raimundo Fagner a música, "Quatro Graus" também participou de um compacto simples na época do FIC (Philips, 1972 No. 6069.057). No outro lado do disco Renato Teixeira, também participante do Festival, interpretava "O Marinheiro".

Esse texto veio junto com o arquivo compactado do disco. Gostaria muito de mencionar o autor, porém, no próprio texto não informa =/

Grande disco do Fagner inaugurando a sessão do blog "Eu só quero ouvir" destinada para compactos =)

Link: Fagner - Cavalo Ferro - Compacto duplo (1972)
1- Amém, Amém (Raimundo Fagner)
2- Fim do Mundo (Raimundo Fagner/Fausto Nilo)
3- Cavalo Ferro (Raimundo Fagner/Ricardo Bezerra)
4- Quatro Graus (Raimundo Fagner/Dedé Evangelista)